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Esta produção de grande porte tem como propósito comemorar os 80 anos da NHK, a exemplo de “Daichi-no-Ko” (70º aniversário) e “Na-no-Hana no Oki” (75º aniversário). Trata-se de uma minissérie para TV de 5 capítulos, tendo o primeiro 90 minutos de duração e os outros quatro, 75 minutos cada. A história é dividida em duas partes. A dos tempos atuais, em que acontece o reencontro da irmã mais velha Haru, que retornou do Brasil ao Japão depois de 70 anos, com a irmã mais nova Natsu, e a dos tempos antigos, passados no Brasil e no Japão, mostrando passagens narradas em cartas e vividas nas lembranças das duas irmãs. Ao retratar os 70 anos da vida das duas irmãs, uma que sobreviveu à dura vida de imigrante no Brasil, em uma época muito difícil, e a outra, que, sozinha, enfrentou a época da guerra e a de reconstrução do país e viveu a fase de grande crescimento econômico do Japão, a minissérie questiona o modo de ser do Japão e dos japoneses. O roteiro é de autoria da escritora Sugako Hashida, que narra a vida dessas duas mulheres, fazendo as pessoas refletirem sobre o “elo” que une os japoneses através do longo transcurso do tempo. As
filmagens no Brasil ocorrem em Campinas, Atibaia e Santos, no Estado de
São Paulo, durante 23 de maio e 16 de julho de 2004, com a colaboração
da diretora de arte Yurika Yamazaki e o grupo Casablanca. As cenas serão
rodadas, em sua grande parte, na fazenda Monte D’Este, em Campinas,
onde foi montado set especial para as filmagens. A minissérie conta
ainda com grande número de brasileiros, sendo 120 pessoas divididas
entre produção e equipe de arte, 23 atores e 800 figurantes.
Cerca de 980 pessoas em São Paulo e Campinas se candidataram para
trabalharem como figurantes na minissérie. |
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| A Imigração Japonesa ao Brasil A imigração japonesa ao Brasil começou em 1908, com o navio “Kasato-Maru”. Na época, o governo italiano havia proibido a emigração de seus cidadãos ao Brasil, então, as fazendas de café do Brasil estavam enfrentando problemas de falta de mão-de-obra. Além disso, conforme o acordo de cavalheiros efetuado, em 1907, com os Estados Unidos, tornou-se difícil a entrada de japoneses a esse país. Esses motivos fizeram com que os japoneses iniciassem a emigrar ao Brasil. Estima-se que o número de japoneses que entraram no Brasil era de 190.000 pessoas no período de 1908 até antes da 2ª Grande Guerra, e 60.000, depois da guerra. O auge da imigração antes da guerra aconteceu no início da era Showa, ou seja, entre 1925 e 1936. A família desta minissérie também emigra ao Brasil em 1934. 90% do total dos emigrantes foram parar nas fazendas de café do estado de São Paulo (como trabalhadores contratados), recebendo baixos salários. Antes da guerra, quase todos eles foram para o Brasil esperando fazer seu pé-de-meia, e voltar bem-sucedidos para a sua terra natal. Porém, depois da guerra, eles perceberam que esse sonho ruíra, e acabaram permanecendo em terras brasileiras. Grande parte dos imigrantes procedia da parte oeste do Japão (Kumamoto, Fukuoka, Okinawa, etc.), e, como basicamente a família emigrante tinha que contar com pelo menos 3 pessoas, que fossem mão-de-obra ativa, ou seja, com 12 anos no mínimo, desde o início, o número de mulheres era grande. Foi, também, grande o número de pessoas que levaram a vida de colono por alguns anos em grandes fazendas de café na região central ou região norte de São Paulo, e, a partir da 2ª metade da década de 20, se deslocaram para terras não desbravadas do noroeste do estado, assim como do estado do Paraná, visando desenvolver sua própria plantação como, por exemplo, de algodão. No interior do estado de São Paulo, formaram-se centenas de colônias nikkeis que fundaram cooperativas regionais. Em 1937, sob um novo regime de governo do Brasil, foi proibida a educação escolar em língua japonesa, publicação de jornais japoneses, reuniões e encontros de japoneses, e tal regulamento se tornou mais severo com a eclosão da guerra nipo-americana. Depois da guerra, intensificou-se o confronto entre os japoneses “vitoristas” e “derrotistas”. Os vitoristas acreditavam que o Japão havia ganhado a guerra e os derrotistas admitiam a derrota. Esse confronto seguiu até a década de 50. Dizem que, atualmente, a sociedade nikkei é composta de 1 milhão e 200 mil pessoas, e mais de 80% delas vivem em zonas urbanas. A maioria pertence à classe média. A grande maioria dos nisseis e sanseis trabalha na classe dos colarinhos-brancos e não são poucos os que desempenham atividades importantes na sociedade brasileira, tais como professor universitário, político, e outras. |
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