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Histórico Avenida Paulista
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Av. Paulista no dia
da sua Inauguração
Jules Martin - Aquarela sobre papel - USP/MP
(Acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo)
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Símbolo da Cidade
Nas
últimas décadas do século XIX, foram instaladas as primeiras
indústrias paulistas. O dinheiro movimentado pelo café financiou
máquinas e importou mão-de-obra. Nesse período, a cidade de
São Paulo inicia seu processo de modernização e ganha destaque
como o principal centro industrial do País.
Em sintonia com
esse momento de efervescência da metrópole emergente, o engenheiro
uruguaio Joaquim Eugênio de Lima inaugurou em 1891 a Avenida
Paulista, com projeto similar às grandes avenidas européias.
Aos poucos, a nascente burguesia paulistana ocupou a avenida
com seus elegantes e requintados casarões, e transformou-a
numa das referências mais consagradas da cidade. A eclética
arquitetura da avenida conviveu com corsos carnavalescos,
corridas de automóveis e outras manifestações populares.
A partir dos
anos 30, São Paulo surpreende. Entre 1934 e 1938 a indústria
paulistana cresce 60%. Em 1941, já possui o maior parque industrial
da América Latina, com 14 mil fábricas. Esse fenômeno provocou
uma nova fase na cidade de São Paulo, particularmente na Avenida
Paulista, que trocou sua vocação residencial por um acelerado
processo de verticalização com a implantação dos primeiros
edifícios comercias e de serviços. As novas atividades e a
constante valorização dos terrenos imprimiram uma outra dinâmica
à Paulista.
Mais tarde, no
início dos anos 70, foram necessárias obras de alargamento
na avenida para que pudesse suportar a intensa circulação
de veículos. Nos anos 80, as multinacionais e as instituições
financeiras construíram os primeiros edifícios de alta tecnologia.
Com uma estética característica dos grandes centros comerciais
internacionais e com a chegada do eficiente serviço metroviário,
a população paulistana se identifica com a Paulista e a elege
Símbolo da Cidade.
Depois de mais
de 100 anos, torna-se fácil perceber a grandeza da Avenida
Paulista. Instalada na maior cota da topografia urbana paulistana,
transformou-se centro econômico mais importante do País e
no centro cultural mais agitado da cidade. Uma situação sintonizada
com as referências da modernidade que sintetiza os valores
dissonantes da maior metrópole do continente.
Estas e outras
alterações urbanas e sociais estão registradas em 450 fotografias
digitalizadas, disponíveis no Banco de Dados do Itaú Cultural
- Módulo Fotografia, Setor Memória Fotográfica da Cidade de
São Paulo. Um conjunto de imagens que traduz o cotidiano da
avenida e registra os radicais processos de mudanças arquitetônicas
e urbanísticas a que foi submetida. Fotografias que celebram
os vários ciclos de uma história de acertos, contradições
e equívocos e refletem a dinâmica de transformação da cidade.
Rubens Fernandes
Junior
Consultor do Módulo Fotografia, Itaú Cultural
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A avenida Paulista foi inaugurada no dia 8
de dezembro de 1891, graças à iniciativa do engenheiro uruguaio
Joaquim Eugênio de Lima. Inicialmente, o Caminho Real Grandeza
era apenas uma trilha aberta na Mata do Caaguaçu, no alto
do espigão, divisor de águas dos rios Pinheiros e Tietê, a
847 m de altitude máxima.
Os proprietários da Chácara Bela Cintra
idealizaram uma grande avenida plana, com 28 m de largura
e 2.800 m de comprimento. O piso, recoberto de pedregulhos
brancos, contrastava com magnólias e plátanos, que organizavam
três faixas, uma destinada aos bondes de tração animal, outra,
às carruagens e cavaleiros, e a terceira, aos passeios para
pedestres em ambos os lados.
A nova avenida seria Avenida das Acácias
ou Prado de São Paulo, mas, opondo-se aos amigos que queriam
seu nome, Joaquim Eugênio de Lima declarou: "Será Paulista,
em homenagem aos paulistas".
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Período 1891 - 1937
A primeira fase da Avenida Paulista é o
momento de concretização da vocação de grandeza desse fenômeno
urbanístico de São Paulo. Aos poucos ela se transformou em
foco de animação da cidade. Os ricos senhores do café e da
nascente burguesia comercial, industrial e financeira construíram
elegantes casarões, de um ecletismo arquitetônico incomum.
Corridas de charrete, de cabriolés e dos primeiros automóveis,
os corsos carnavalescos dos anos 20 e 30, a beleza da mata
nativa do Parque da Avenida e a folia dos Salões do Belvedere
Trianon traduziam a presença marcante da Paulista na história
da cidade.
No final do anos
20, seu nome foi alterado para Avenida Carlos de Campos, em
homenagem ao ex-presidente do Estado de São Paulo, mas veio
a reação da sociedade e, com ela, a volta ao nome já popularmente
consagrado.

Foto
da Av. Paulista -
início do século XX
Notas
Hospital Santa Catarina
Inaugurado em
1906, o primeiro hospital particular da cidade de São Paulo
foi obra das irmãs da Congregação Assistencial Santa Catarina.
Ao longo dos anos, o hospital sofreu diversas alterações em
suas instalações. Nas revoluções de 1924 e 1930, o então Sanatório
Santa Catarina transformou-se em asilo de refugiados e operou
como banco de sangue. Em 1952, foi inaugurada a primeira torre,
com sete andares, e fundada a Escola de Auxiliares de Enfermagem
Santa Catarina, hoje Faculdade de Enfermagem Santa Catarina.
Grupo Escolar Rodrigues
Alves
A instituição
Escolas Reunidas da Avenida Paulista, mais tarde Grupo Escolar
Rodrigues Alves, começou a funcionar em 1907, em prédio alugado
na esquina da Paulista com a Rua Pamplona.
O atual edifício inaugurado em 1919 é projeto do escritório
Ramos de Azevedo, e representa o esforço do primeiro período
republicano para ampliar a instrução escolar através da atuação
do Estado. Foi tombado em 1985 pelo Condephaat.
Casa das Rosas
A Casa das Rosas
foi o último projeto de Ramos de Azevedo, realizado em 1928.
Construída em 1935 para sua filha, a casa foi concebida nos
padrões do classicismo francês. Dividida em quatro pavimentos,
tem 2.845 m2 de área construída num terreno de 5.500 m2.
Nos amplos jardins, também desenhados ao gosto francês, as
roseiras consagraram a Casa das Rosas. Tombada pelo Condephaat
em 1986, ela é atualmente uma Galeria de Arte vinculada à
Secretaria de Estado da Cultura.
Instituto Pasteur
Em 1903, empresários
paulistas fundaram o Instituto Pasteur de São Paulo, cuja
proposta era incentivar a pesquisa do vírus rábico. Desde
o início está instalado no mesmo edifício na Avenida Paulista,
393.
Devido às dificuldades financeiras em 1916, foi doado ao então
Serviço Sanitário do Governo do Estado. Atualmente, está subordinado
à Secretaria de Estado da Saúde, desenvolvendo pesquisas e
coordenando o Programa de Profilaxia da Raiva Humana.
São Silvestre
É o evento esportivo
mais tradicional de São Paulo, iniciado em 1924 pelo jornalista
Cásper Libero. Do Belvedere Trianon deu-se a largada com 60
atletas percorrendo 8 km até a Associação Atlética São Paulo.
O vencedor foi Alfredo Gomes, do Clube Espéria.
A prova se internacionalizou em 1945 e, desde 1975, é realizada
também a corrida feminina. Nos últimos anos teve seu percurso
alterado diversas vezes e, desde 1989, seu horário foi transferido
para tarde do último dia do ano.
Belvedere Trianon
Durante a administração
do prefeito Barão de Duprat (1910), foram adquiridos os terrenos
do Parque Villon e do Belvedere Trianon - projeto de Ramos
de Azevedo inaugurado em 1916 por Washington Luís. O Trianon
com seu restaurante e confeitaria converteu-se no ponto de
encontro da sociedade paulistana: bailes, homenagens políticas,
carnaval e até o manifesto modernista. A partir dos anos 30
foi perdendo importância e lentamente foi sendo abandonado.
Em 1951, abrigou o Pavilhão da I Bienal de São Paulo.
Parque Tenente Siqueira
Campos
O parque é uma
área verde de 48.624 m2 remanescente da Mata Atlântica, no
alto do Caaguaçu. Inaugurado em 1892 como Parque Villon, logo
se transformou num elegante ponto de encontro paulistano.
Nos anos 30, passou a se chamar Parque Tenente Siqueira Campos.
As mais significativas intervenções foram as do arquiteto
inglês Barry Parker e a de Burle Marx. Possui espécies nativas,
diversas esculturas e foi tombado pelo Condephaat em 1982.
Joaquim Eugênio de Lima
Nasceu em Montevidéu,
Uruguai, em setembro de 1845. Urbanista e jornalista, diplomou-se
em Agronomia na Alemanha e, depois e viajar por vários países
da Europa, fixou residência em São Paulo. No início de 1890,
idealizou a Avenida Paulista, criando para a cidade uma grande
artéria, similar às existentes nas metrópoles européias.
Como jornalista possibilitou, em 1873, a circulação de dois
jornais: "Omnibus" e "Cidade de São Paulo".
Morreu em junho de 1902.
Residência Joaquim Franco
de Mello
Construída em
1905 pelo engenheiro Antonio Fernandes Pinto, a casa constitui-se
no único exemplar remanescente da primeira fase residencial
da Avenida Paulista. Situada num terreno de 4.720 m2, com
grande área verde, a residência tem 35 cômodos e caracteriza-se
pelo ecletismo de sua fachada: estilo Luís XV na ornamentação
rococó do frontão curvo e nos caixilhos das janelas, mansarda
renascentista com telhas francesas e torreão.
Colégio São Luís/Capela
São Luís de Gonzaga
O Colégio São
Luís de Gonzaga é uma instituição educacional fundada em 12
de maio de 1867, em Itu, por padres jesuítas. Transferiu-se
para São Paulo em 1918, logo após a compra do edifício Gymnasio
Anglo-Brazilian School, localizado na Avenida Paulista.
A Capela do Colégio, construída na década de 30, tem projeto
do arquiteto Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello. Em 1960,
a capela tornou-se Paróquia São Luís de Gonzaga, aberta ao
público.
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A partir dos anos 30, coincidindo com o
levantamento aerofotogramétrico realizado pela empresa italiana
SARA para a cidade de São Paulo, a modernidade chega à Paulista.
Inicia-se o processo de verticalização. Seus casarões começam
a ser substituídos por edifícios residenciais. O Belvedere
Trianon é demolido. A avenida ganha nova personalidade: surgem
conjuntos comerciais e de serviços, galerias e lojas de departamentos;
constroem-se o MASP e o Complexo Viário em seu trecho final,
completando o novo perfil com as obras de alargamento.
Assim, entre várias edificações de expressão,
a I Bienal Internacional de São Paulo, o Restaurante Fasano
e o Cine Astor, ambos no Conjunto Nacional, e o prédio da
Gazeta interam-se à Paulista, transformando-a em centro comercial,
residencial, cultural e de lazer.

Foto
da Av. Paulista -
1972
Notas
Painel do Edifício Nações
Unidas
No Edifício Nações
Unidas, localizado na Paulista, 648, encontra-se um painel
de Clóvis Graciano, feito de cerâmicas quadradas, em 1959.
O artista nasceu em Araras, em 1907. Mudou-se para São Paulo
em 1934 e começou a frequentar o ateliê de Waldemar da Costa
e a Escola de Belas-Artes como aluno livre.
A partir de 1937, frequentou o Palacete Santa Helena, juntamente
com Rebolo, Zanini, Bonadei e outros. Em toda sua carreira
Clóvis Graciano permaneceu fiel ao figurativismo.
Edifício Top Center
O Edifício Top
Center foi inaugurado em 1975, com projeto dos arquitetos
Jorge Zalszupin e José Gugliota. Tem 37.000 m2 de área construída,
distribuída em 17 pavimentos.
A construção se destacou por adotar um moderno sistema de
segurança: portas corta-fogo localizadas em lugares estratégicos,
alarmes e sistema sprinklers em todas as dependências,
escada de incêndio externa, iluminação de emergência e heliponto.
Túnel 9 de Julho
O projeto de
execução de uma avenida no Vale do Saracura, ligando o centro
da cidade ao Jardim América, data dos anos 20. Sem interromper
a Avenida Paulista, ultrapassava o espigão por meio de dois
túneis paralelos.
As obras foram iniciadas em 1929 e inauguradas em 1938. Foi
necessária a execução, em parte a céu aberto, de abóbadas
de concreto que, recobertas por um grande aterro, formaram
a Praça Alexandre de Gusmão, na qual construiu-se um caramanchão
neoclássico como remate do sistema de ventilação dos túneis.
MASP
O Museu de Arte
de São Paulo Assis Chateaubriand foi inaugurado em 2 de outubro
de 1947. A atual sede, na Avenida Paulista, projetada pela
arquiteta Lina Bo Bardi em 1957 e inaugurada em 1968, ocupa
o local do antigo Belvedere Trianon. Sua pinacoteca, organizada
por Pietro Maria Bardi, reúne a arte ocidental mais significativa
da América Latina.
Tombado pelo Condephaat em 1986, o edifício é um simples paralelepípedo
suspenso por dois pórticos de concreto protendido que possibilitam
um vão livre de 74 m.
Conjunto Nacional
O Conjunto Nacional,
projeto do arquiteto David Libeskind inaugurado em 1956, ocupa
uma das maiores áreas da Avenida Paulista. O conjunto, com
150.000 m2, é composto de volumes básicos, sendo um horizontal,
ocupando toda área disponível da quadra, e outro vertical,
dividido em três torres contíguas, recuadas da avenida, com
25 andares cada uma. Revolucionário para a época, o primeiro
shopping center da América Latina viveu seus dias de glória
nos anos 60, quando atraiu para a Paulista o comércio elegante
do centro da cidade.
Restaurante Fasano
O Fasano iniciou
suas atividades na Paulista em 1957, inaugurando a confeitaria
que ocupava uma loja no andar térreo do Conjunto Nacional.
No ano seguinte, começaram a funcionar o Salão de Festas,
que era alugado para bailes e eventos sociais, e o Jardim
de Inverno, cujo restaurante promovia os famosos jantares
em que cantaram Nat King Cole, Marlene Dietrich, Sara Vaughan,
entre outros.
Em 1963, o restaurante foi vendido pata o Grupo Liquigás e,
em 1968, o térreo foi vendido ao Banco Francês e Brasileiro.
Hoje, outro restaurante com o mesmo nome funciona na Rua Haddock
Lobo.
Edifício Sul-Americano
Destinado às
instalações de um banco e mais tarde incorporado pelo Conglomerado
Itaú, o Edifício Sul-Americano foi projetado em 1962 pelo
Escritório Rino Levi Arquitetos Associados.
Situado na esquina da Rua Frei Caneca, compõe-se de dois blocos
superpostos: um horizontal, de cinco pavimentos, ocupando
toda área disponível do terreno, e um bloco vertical, com
20 andares. Entre os dois blocos, um andar parcialmente livre
apresenta terraço-jardim projetado por Burle Marx.
Maison Madame Rosita
O ateliê de alta-costura
Madame Rosita foi inaugurado na década de 30 pela uruguaia
Rosita Libman, com o nome de Peleteria Americana, na Rua Barão
de Itapetininga.
Em março de 1963, transferiu-se para a Paulista, no Conjunto
Nacional, trazendo o comércio de luxo para a região. No ano
seguinte, muda-se para endereço próprio, Avenida Paulista,
2.295, adotando o nome que tem até hoje. Em 1993, mudou-se
para a Alameda Jaú.
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A visão de futuro, empresarial e urbanística,
de Joaquim Eugênio de Lima possibilitou à Avenida Paulista
suportar, nas duas últimas décadas, radicais processos de
transformação, embora o adensamento urbano e as decorrentes
solicitações de transporte tivessem alterado suas relações
orgânicas com a cidade.
A Paulista continua sendo importante centro das atenções políticas,
econômicas e culturais da cidade, por onde circulam mais de
um milhão de pessoas e mais de cem mil veículos por dia. Cinemas,
museus, centros culturais, bancos, empresas nacionais e internacionais,
edifícios de alta tecnologia e as sofisticadas estações do
ramal metroviário traduzem sua função de referencial de metrópole
primeiro mundista.
Em 1990, a população de São Paulo elegeu a Avenida Paulista
"Símbolo da Cidade".
Notas
Torres
As torres do
espigão Paulista-Sumaré tornaram-se uma das características
de São Paulo. Só na Avenida Paulista existem atualmente 12
torres de transmissão de rádio e TV. O interesse das emissoras
pela Paulista deve-se ao fato de ser o ponto mais alto da
cidade, de onde se pode atingir toda a Grande São Paulo. Destacam-se
as torres da TV Globo/TV Gazeta, sobre o edifício da Fundação
Cásper Líbero, inaugurada em 1983, com 110 m de altura, e
a TV Jovem Pan UHF, no edifício Senai, com 120 m de altura.
Edifício do Senai
A sede do Departamento
Regional do Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial,
que desde 1942 contribui para a formação de mão-de-obra especializada
para a indústria brasileira, localiza-se na Avenida Paulista,
750. O edifício, projeto do Escritório Rino Levi Arquitetos
Associados, tem 25 andares, fachada em concreto aparente e
heliponto na cobertura.
Fiesp/Ciesp
Na Avenida Paulista,
1.313, localiza-se, desde 1979, o edifício projetado pelo
Escritório Rino Levi Arquitetos Associados, sede da Fiesp/Ciesp.
Em abril de 1928 foi fundado o Ciesp - Centro das Indústrias
do Estado de São Paulo, primeira associação a congregar as
indústrias paulistas. Três anos mais tarde foi fundada a Fiesp
- Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, reunindo
empresas privadas e sindicatos patronais.
Citicorp/Citibank
O edifício Citicorp/Citibank,
com 93 m de altura e 20 andares, foi inaugurado em 1986. O
projeto do Escritório Croce, Aflalo e Gasperini destacou-se
no perfil da Paulista, em especial pelas cores contrastantes
dos materiais utilizados no revestimento da fachada: a pedra
granítica rosa e o vidro azul. Ele é um dos marcos arquitetônicos
da avenida, caracterizando o pós-modernismo dos anos 80.
Relógio Itaú
Desde 1976 funciona
na Avenida Paulista, no alto do Conjunto Nacional, o relógio
luminoso Itaú, onde esteve instalado durante 16 anos o relógio
da Willys.
Tendo sido reformado em 1992, o atual relógio é constituído
por um complexo eletrônico de última geração, controlado por
um computador que marca a hora e a temperatura, legíveis a
15 km de distância. Tem 2.400 m2, dividido em três faces,
e está apoiado numa estrutura de aço que pesa 230 toneladas.
Incêndio no Edifício
da CESP
No início da
noite de 21 de maio de 1987, iniciou-se nos edifícios sede
1 e sede 2 da CESP - Companhia Energética de São Paulo um
incêndio que rapidamente atingiu dimensões incontroláveis.
No momento da catástrofe, estavam no local apenas funcionários
da limpeza e manutenção.
No mês seguinte, a empresa Construção, Desmonte e Implosão,
do engenheiro Hugo Takahashi, implodiu a estrutura em 4 segundos,
com 100 kg de dinamite.
Praça Mal. Cordeiro de
Farias
Localizada na
antiga ligação da Av. Paulista com a Av. Dr. Arnaldo, a praça,
conhecida como Praça dos Arcos, foi inaugurada em dezembro
de 1991 durante as comemorações do centenário da Av. Paulista.
No local foi instalada a Escultura dos Arcos de Lilian Amaral
e Jorge Bassani, realçada com iluminação especial. Também
foi construído um tabuleiro de xadrez de 1,2 mil m2, com peças
de fibra de vidro medindo de 50 cm a 1 m de altura, que pode
ser usado pela população.
Graffiti
O Complexo Viário
Paulista/Rebouças/Dr. Arnaldo foi palco de pichação a partir
dos anos 80. Os grafiteiros apropriaram-se deste e de outros
espaços urbanos criando uma nova linguagem visual, periférica
ao circuito tradicional da arte. O graffiti, embora fosse
contestador em sua origem, ganhou status de manifestação artística
visual e hoje está presente em museus e galerias.
Mural Volpi
O mural de 320
m2 ocupa a empena do Edifício Walter Junghans, localizado
no cruzamento da Consolação com a Paulista. Baseia-se em quadro
de autoria do pintor italiano Alfredo Volpi (1896/1988). Intitulado
Vela, foi restaurado em setembro de 1991 para as comemorações
do centenário da avenida.

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1891 - Dia 8
de dezembro - Inauguração da Avenida Paulista.
1892 - Inauguração
do Parque Villon, atual Parque Tenente Siqueira Campos, projetado
pelo francês Paul Villon.
1894 - Lei municipal
proíbe a construção de fábricas, a passagem das boiadas que
vinham do interior para o Matadouro de Vila Clementino e regulamenta
o loteamento para uso residencial de alto nível.
1895 - Expedição
dos primeiros alvarás de construção emitidos pelo setor de
obras particulares da Prefeitura Municipal.
- Construção da residência
de Von Bullow, projeto do arquiteto Augusto Fried.
1896 - Construção
da residência do Conde Alexandre Siciliano, primeiro projeto
do arquiteto Ramos de Azevedo para a Avenida Paulista.
- Construção da residência
do Conde Francisco Matarazzo, projeto dos arquitetos italianos
Giulio Saltini e Luigi Mancini.
1900 - Eletrificação
da avenida e circulação do bonde elétrico em substituição
aos de tração animal.
1902 - Morre
Joaquim Eugênio de Lima.
1903 - A diretoria
do Instituto Pasteur, fundado neste mesmo ano, adquire prédio
na avenida.
- Executa-se a primeira pavimentação
com macadame, entre o Caminho de Santo Amaro (atual Avenida
Brigadeiro Luís Antônio) e Consolação.
- Instalação do colégio Gymnasio
Anglo-Brazilian School, no local do atual Colégio São
Luís.
- Na esquina da Rua Augusta
constrói-se a primeira residência inteiramente art-nouveau
de São Paulo, projeto do arquiteto francês Victor Dubugras
para Horácio Sabino.
1904 - Iniciada
a construção do primeiro edifício da Maternidade São Paulo.
1905 - Construção
da residência de Joaquim Franco de Mello no nº 1.919, única
remanescente dessa primeira fase da avenida.
1906 - Inauguração
do Sanatório Santa Catarina, o mais antigo hospital particular
da cidade de São Paulo, que teve como primeiro diretor clínico
o austríaco Walter Seng.
1908 - O prefeito
Conselheiro Antonio Prado realiza a primeira transformação
no arruamento, alargando os passeios.
1909 - José
Nunes Belfort Matos monta em sua residência um observatório
meteorológico - Observatório da Avenida.
- A Avenida Paulista é a primeira
via pública asfaltada de São Paulo, com material importado
da Alemanha.
1910 - O prefeito
Barão de Duprat determina a construção, em área demarcada,
do Parque da Avenida, do Belvedere Trianon, cujo projeto foi
confiado a Ramos de Azevedo.
1916 - O prefeito
Washington Luís inaugura o Belvedere Trianon e o novo sistema
de iluminação elétrica.
1919 - Inauguração
do Grupo Escolar Rodrigues Alves, projeto do escritório Ramos
de Azevedo.
1920 - No final
da avenida constrói-se uma praça e um monumento em homenagem
ao poeta Olavo Bilac (hoje Praça Mal. Cordeiro de Farias).
1924 - Realização
da Primeira Corrida de São Silvestre.
- A avenida é interrompida
por barricadas da Revolução de 24.
1927/30 - Alteração
do nome de Avenida Paulista para Avenida Carlos de Campos,
ex-presidente do Estado de São Paulo.
1934 - Construção
da Capela São Luís, projeto de Luís Ignácio Romeiro de Anhaia
Mello, ex-prefeito de São Paulo.
1935 - Construção
da Casas das Rosas, projeto de Ramos de Azevedo para sua filha
Lúcia Azevedo Dias de Castro, tombada pelo Condephaat em 1986.
1937 - Lei municipal
considerada a avenida como "zona estritamente residencial
".
1938 - Inauguração
do túnel da Avenida 9 de julho.
1949 - Inauguração
da Sears - loja de departamentos.
1950 - Demolição
do Belvedere Trianon.
1951 - I Bienal
Internacional de São Paulo realizada no Pavilhão Trianon.
1952 - Legislação
municipal permite na Avenida Paulista construções e instalações
de prédios institucionais e de serviços.
1956 - Inauguração
do Conjunto Nacional, projeto de David Libeskind.
1957 - Abertura
do Restaurante Fasano.
1958 - Construção
do edifício residencial Nações Unidas, projeto de Abelardo
Reidy de Souza.
1961 - Inauguração
do Cine Astor.
1962 - Modificação
de legislação municipal autorizado o funcionamento de lojas
e edifícios comerciais.
- Inauguração do Edifício Sul-Americano,
projeto do escritório Rino Levi Arquitetos Associados.
1967 - Prefeito
Faria Lima anuncia desapropriação para alargamento da Avenida
Paulista.
1968 - Retirada
dos bondes elétricos da avenida.
- Inauguração do MASP - Museu
de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, projeto de Lina
Bo Bardi.
1972 - Prefeito
Figueiredo Ferraz inaugura o Complexo Viário.
1974 - Prefeito
Olavo Egydio Setúbal inicia as obras de alargamento da Avenida
Paulista.
1976 - Instalação
do relógio luminoso Itaú no alto do Conjunto Nacional.
1977 - Grande
comemoração na conquista do Campeonato Paulista de Futebol
pelo Corinthians, primeira grande comemoração na avenida.
1979 - Instalação
da Fiesp/Ciesp.
1980 - Edifício
Savoy, construído por Alfredo Mathias em 1954, é o primeiro
edifício residencial transformado para uso de escritórios.
1981 - Incêndio
no prédio de escritórios Grande Avenida.
- Incêndio no Cine Astor.
1982 - São demolidos
os últimos casarões significativos da Avenida.
1984 - Iluminação
da torre da TV Globo no edifício da Fundação Cásper Líbero.
1986 - Inauguração
as sedes dos bancos Sudameris e Citibank, projetos do arquiteto
Gian Carlo Gasperini.
1987 - Incêndio
nos Edifícios da CESP - Companhia Energética de São Paulo.
- Implosão do que restou dos
Edifício da CESP.
1989 - Inauguração
do Centro de Informática e Cultura I do Instituto Cultural
Itaú, que atualmente passou a ser chamado de Itaú Cultural.
1990 - Campanha
realizada pelo Banco Itaú e Rede Globo elege a Avenida Paulista
"Símbolo da Cidade ".
- Inauguração do shopping Paulista.
- Início das operações do Metrô
- Ramal Paulista.
1991 - Em novembro
a Praça Mal. Cordeiro de Farias é reformada e ampliada para
a comemoração do centenário da Paulista.
- Dia 8 de dezembro - Centenário
da Avenida.
1992 - Início
da construção do edifício-sede do ICI - Instituto Cultural
Itaú, projeto da Equipe ICI.
1993 - Desocupação
do Edifício Baronesa de Arary, pelo Contru, para reformas
em suas instalações elétricas.
- Demolição do casarão onde
funcionou a sede do Madame Rosita.

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Material
fornecido pelo Itaú Cultural
Itaú Cultural
Av. Paulista, 149
CEP: 01311-000 - São Paulo - SP
Tel: (011) 238-1700 Pabx
Fax: (011) 238-1720

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